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Graus da Santa Paixão

Via Sacra - Catedral Metropolitana - Birmingham- Reino Unido

Fonte: Antiga devoção, também conhecida como Escala da Paixão. Deve ser rezada mais como oração mental, fazendo-se composição de lugar e meditação de cada Passo da Paixão.

Ó dulcíssimo Jesus, que, triste no horto, orando ao Pai, agonizastes e suastes Sangue, tende piedade de nós!

Ó dulcíssimo Jesus, pelo ósculo do traidor fostes entregue nas mãos dos ímpios, preso e amarrado como um ladrão e abandonado pelos discípulos, tende piedade de nós!

Ó dulcíssimo Jesus, que fostes pelo iníquo concílio dos judeus proclamado réu de morte, conduzido a Pilatos como um malfeitor e pelo iníquo Herodes desprezado e zombado, tende piedade de nós!

Ó dulcíssimo Jesus, que fostes despojado dos vestidos e crudelissimamente flagelado na coluna, tende piedade de nós!

Ó dulcíssimo Jesus, que fostes coroado de espinhos, esbofeteado, batido com uma cana, tivestes os olhos vendados, fostes vestido de púrpura por escárnio, de muitas maneiras zombado e saturado de opróbrios, tende piedade de nós!

Ó dulcíssimo Jesus, que fostes posposto ao ladrão Barrabás, reprovado pelos judeus e injustamente condenado morte de cruz, tende piedade de nós!

Ó dulcíssimo Jesus que, carregado do madeiro da Cruz, fostes conduzido ao lugar do suplício como cordeiro à morte, tende piedade de nós!

Ó dulcíssimo Jesus, que fostes contado entre os ladrões, blasfemado, abeberado de fel e vinagre e com horríveis tormentos crucificado sobre a Cruz, desde a hora sexta até a hora nona, tende piedade de nós!

Ó dulcíssimo Jesus, que morto no patíbulo de Cruz e ferido pela lança diante de vossa Santa Mãe, emitistes da ferida Sangue e água, tende piedade de nós!

Ó dulcíssimo Jesus, que tirado da Cruz, fostes regado pelas Lágrimas de vossa aflitíssima Mãe, tende piedade de nós!

O dulcíssimo Jesus que, coberto de feridas e assinalado com cinco Chagas, fostes ungido de aromas e depositado no Sepulcro, tende piedade de nós!

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Por que Nossa Senhora subiu ao Céu?

   17 de Agosto de 2014

     Conta uma tradição que outrora a Solenidade da Assunção, celebrada no mês de agosto, era designada como a festividade de Nossa Senhora da Glória, pois o fato de Maria ter partido desta terra não significa somente algo físico, mas, indica sobretudo, a sua glorificação.

     Ora, glória como a da Mãe de Deus nunca houve e jamais haverá na História, porque a Providência Lhe concedeu um privilégio único: tendo participado de todas as dores da Paixão de Jesus – e de forma tão autêntica que é chamada de Corredentora –, ao contemplar o curso desta vida Nossa Senhora subiu ao Céu em corpo e alma, sendo assim exaltada aos olhos dos homens e dos anjos.

     Terá passado pela morte a Virgem Imaculada, jamais atingida pela culpa original? A Igreja ainda não se pronunciou de modo definitivo a este respeito. Certo é que em Maria Deus depositou a plenitude de graças e perfeições possíveis a uma criatura e, por isso, os teólogos a conceituam como “quase divina”. À sua alma correspondia um organismo humano perfeitíssimo, sem o menor desequilíbrio, pois, como diz Santo Antonino, “a nobreza do corpo aumenta e se intensifica em proporção com a maior nobreza de alma”. Em consequência, Nossa Senhora foi isenta de qualquer doença, e jamais esteve sujeita à natural degeneração da idade.

     Por que, então a Santíssima Virgem subiu ao Céu? Porque sua alma já estava de tal maneira inundada de graças, e o amor a Deus de tal forma havia penetrado em seu coração que já não lhe era possível permanecer nesta terra. São Francisco de Sales assim nos descreve: “Se seu Filho estava no Céu, seu coração já não estava n’Ela. Estava naquele corpo que amava tanto, ossos de seus ossos, carne de sua carne, e ao Céu voava aquela águia santa. Seu Coração, sua alma, sua vida, tudo estava no Céu: por que ficar aqui na terra? Finalmente, após tantos voos espirituais, tantos êxtases, aquele castelo santo de pureza e humildade rendeu-Se ao último assalto do amor, depois de haver resistido a tantos. O amor A venceu, e consigo levou sua beatíssima alma”.

     Ao chegar a Bem-aventurança e ser coroada como Rainha do Universo, iniciou-se para Maria a altíssima missão de governar o Céu e a Terra, conquistando e auxiliando a salvar almas, e fazendo com que seus filhos também participem se sua glória até o fim dos tempos.