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Nossa Senhora do Rosário e o milagre de Hiroshima

No dia 7 de outubro, os fiéis católicos de todo o orbe comemoram a festa de Nossa Senhora do Rosário. Essa devoção Maria Santíssima a revelou ao grande São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Dominicanos.

Sempre que os homens o utilizam, tudo floresce na Igreja, na terra passa a reinar a paz, as famílias vivem em concórdia e os corações são abrasados de amor a Deus e ao próximo. Quando dele se esquecem, as desgraças se multiplicam, implanta-se a discórdia nos lares, o caos se estabelece no mundo…

Em Fátima, na sua última aparição, Nossa Senhora disse às três crianças: ” … Continuem a recitar o Rosário todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz no mundo e o fim da guerra…”

Conheça mais sobre a história de Nossa Senhora do Rosário.

Dentre os inúmeros milagres obtidos pela intercessão da Santíssima Virgem através da recitação do Rosário, destacamos um, documentado por inúmeras testemunhas.

Hiroshima depois da bomba - Foto: Domínio público

Hiroshima depois da bomba – Foto: Domínio público

VATICANO, 06 Ago. 15 / 03:40 pm (ACI).- Há 70 anos aconteceu a explosão da bomba atômica em Hiroshima, um dos episódios mais dramáticos na história da humanidade. No dia 6 de agosto de 1945, festa da Transfiguração, muito perto de onde caiu a bomba “Little Boy”, quatro sacerdotes jesuítas alemães sobreviveram a esta catástrofe e a radiação – que matou milhares de pessoas nos meses seguintes – não causou nenhum efeito neles. Esta história, documentada por historiadores e médicos, é conhecida como o Milagre de Hiroshima.

Os jesuítas Hugo Lassalle, superior no Japão, Hubert Schiffer, Wilhelm Kleinsorge e Hubert Cieslik, estavam na casa paroquial da Igreja jesuíta de Nossa Senhora da Assunção, em um dos poucos edifícios que resistiu à bomba. No momento da explosão, um dos jesuítas estava celebrando a Eucaristia, outro tomando café da manhã e o outros estavam nos arredores da paróquia.

Conforme escreveu o Pe. Hubert Cieslik em um jornal, somente sofreram pequenos ferimentos por causa de cristais quebrados, mas nenhum efeito da radiação, nenhuma perda de audição, nem qualquer outro dano.

Os médicos que atenderam os jesuítas, alguns dias após a explosão da bomba, lhes advertiram que a radiação recebida lhes causaria lesões graves, assim como doenças e inclusive uma morte prematura.

Mas, este prognóstico nunca aconteceu. Não desenvolveram nenhum transtorno e em 1976, exatamente 31 anos após a explosão da bomba, o Pe. Schiffer foi ao Congresso Eucarístico na Filadélfia, relatou sua história e disse que os quatro jesuítas ainda estavam vivos e sem nenhuma doença. Foram examinados por dezenas de doutores cerca de 200 vezes ao longo dos anos seguintes e nunca encontraram em seus corpos qualquer consequência da radiação.

Os quatro religiosos nunca duvidaram de que tinham gozado da proteção divina e, em particular, da Virgem: “Nós acreditamos que sobrevivemos porque estávamos vivendo a Mensagem de Fátima. Nós vivíamos e rezávamos o Rosário diariamente naquela casa”, explicaram.

O Pe. Schiffer escreveu “O Rosário de Hiroshima”, um livro por meio do qual relata tudo o que ele vivenciou.

Em Hiroshima e Nagasaki morreram cerca de 246 mil pessoas, a metade faleceu no momento do impacto e o resto das pessoas algumas semanas depois pelos efeitos da radiação. A bomba de Hiroshima coincidiu com a solenidade da Transfiguração do Senhor e a rendição do Japão ocorreu no dia 15 de agosto, solenidade da Assunção da Virgem Maria.

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Nossa Senhora Aparecida

09 de Outubro de 2014

    Se é verdade que o Brasil nasceu à sombra da Cruz, também é certo que se organizou, cresceu e prosperou sob o amparo da Santíssima Mãe, ternamente venerada e invocada sobre diversos títulos, cada um mais belo e expressivo que o outro.

    As três caravelas da armada que chegava ao Brasil puderam contemplar no céu o sinal que ostentavam não só nas velas das embarcações, mas também nas almas batizadas, a Cruz! Era o Cruzeiro do Sul, estrelas que iluminavam o caminho dos colonizadores. E, “de pé, junto a Cruz, estava Maria, a mãe de Jesus”. Impossível separar Maria da Cruz de seu Filho. E desta forma, com o passar dos tempos o território nacional foi se enchendo de inúmeras igrejas dedicadas à Mãe de Deus, desde o Prata até o Amazonas, do Atlântico às cordilheiras. Não são apenas edifícios, mas sim cânticos vivos e eloquentes de amor e devoção do povo brasileiro à sua augusta Soberana e carinhosa Mãe. E entre os títulos prevalece em maior número o da Imaculada Conceição.

    Em 1717, no mês de Outubro, apareciam novas estrelas. Já não as do Cruzeiro do Sul, mas as doze estrelas da Virgem, eleita como Sol, bela como a Lua, terrível como um exército em ordem de batalha. Das águas do rio Paraíba era retirada a pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição, agora, Aparecida! Quem poderia prever a torrente de piedade e graças reservadas ao Brasil por intercessão da Senhora Aparecida?

Milagres

Libertação de um Escravo

Certa vez, um escravo, de nome Zacarias, fugiu de uma fazenda no Paraná e foi capturado no Vale do Paraíba. Estando todo preso por cadeias no pescoço e nos pulsos, ao passar perto da primeira capelinha dedicada a Virgem Aparecida, fez ele uma oração cheio de confiança a bondosíssima Mãe de Deus. Rezou com tanto ardor diante daquela imagenzinha que as correntes e argolas se soltaram, caindo aos seus pés. Zacarias foi um grande devoto de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e um entusiasmado propagador da devoção a Ela.

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        Cura de uma menina cega de nascença

    Dona Gertrudes Vaz morava com sua filha cega de nascença em Jaboticabal, no interior de São Paulo. Conhecendo os inúmeros casos de milagres concedidos pela Virgem Aparecida, a menina sempre pedia à mãe para irem em peregrinação até o local. Apesar de não terem os recursos para esta longa viagem, a mãe dela consentiu em partir, pedindo esmolas pelo caminho para se manterem.

    Após semanas de penosa viagem, já bem próximo de Aparecida, a menina que era cega desde o nascimento, exclama: – Olha mãe! Aquilo não será a igreja de Nossa Senhora Aparecida?

    Muito emocionada, a mãe pergunta: – Então, minha filha, você está enxergando?

    – Perfeitamente, mamãe! – respondeu a menina – de repente veio uma luz que clareou a minha vista.

Este caso deu-se no ano de 1874.

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Serra Elétrica

     Na povoação de Aparecida, localizada no Estado de Goiás, estava o Sr. José Cândido de Queiroz fazendo uma revisão na maquina de serra, pois ele tinha o ofício de serrador. Mas, por acaso, seu braço ficou preso bem na hora que a máquina estava em seu pleno funcionamento. Mais uns instantes e seu braço seria forçosamente decepado pela serra. Neste momento ele só se lembrou de recorrer a Virgem Mãe Aparecida, e no mesmo instante a serra parou miraculosamente, sem intervenção humana.

Este milagre aconteceu no dia 12 de Julho de 1936

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“Valha-me Nossa Senhora Aparecida”

    Deu-se na fazenda das Araras, não muito longe da cidade de Piu-í, em Minas Gerais. Tiago Terra, que se dirigia aquela fazenda, foi surpreendido por um barulho que logo pôde saber quem o produziu: uma enorme onça que procurou ataca-lo. Não encontrando outra saída para o caso, bradou aos céus: “Valha-me Nossa Senhora Aparecida!” Assim, a onça tomou o caminho pela direita dele e seguiu seu caminho, deixando Tiago ileso.  Se Nossa Senhora atende ao pedido de um homem, para que afastasse uma fera que faria mal ao corpo dele, imagine se nós recorrermos a Ela para que nos afaste das ciladas do demônio!

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Enfim… a simples recordação destes fatos conforta e enche de suave alegria a alma e a obriga a louvar e engrandecer ao Senhor, fonte de onde jorra todo bem, e a Virgem Imaculada, medianeira e dispensadora carinhosa de suas graças.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

Por Vitor Dias

Conheça mais sobre a história e milagres de Nossa Senhora Aparecida clicando aqui!

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Natividade de Maria: a maravilhosa história

     Quanto não nos falta conhecer sobre tudo o que se passou na terra… Como não gostaríamos de conhecer em detalhes inúmeros fatos da vida de Jesus e de Maria dos quais os Evangelhos fazem apenas uma breve menção. Coisas tanto assombrosas como maravilhosas. Quanto não chegaremos a conhecer durante a eternidade?

       Sobre esta data tão especial – 8 de setembro – dia em que a Igreja comemora a Natividade da Virgem Maria, nada nos falam os Evangelhos. As Escrituras nos narram fatos maravilhosos acontecidos não apenas no nascimento do Salvador, mas também de outros varões providenciais, como por exemplo João Batista. Como terá sido o nascimento da Santíssima Virgem? Algumas almas privilegiadas, através de revelações particulares, puderam ter alguma ideia dos milagres que cercaram a Natividade de Maria. De modo especial, a Beata Anna Catharina Emmerich, destaca-se pela simplicidade e beleza de suas narrações.

Imaculada Menina Maria – Igreja de São João Batista – Cidade do México

      “Ao se completar os nove meses de gestação, percebendo que a hora estava chegando, Santa Anna comunica a São Joaquim e em seguida envia mensageiros para avisar da boa nova a suas parentas. Logo três primas chegam a casa deste santo casal e vão diretamente ao quarto de Anna mostrando sua alegria entre cânticos e hinos de louvor. Anna rezou como que em êxtase. Ela introduziu ao hino todos os símbolos proféticos de Maria. Disse: ‘A semente dada por Deus a Abraão completou-se em mim’. Ela falou da promessa dada a Sara no momento do nascimento de Isaac e disse: ‘A florescência da vara de Aarão aprimorou-se em mim’. Naquele momento ela estava envolta por uma luz; o quarto repleto de brilho e a escada de Jacó aparecendo em cima. As mulheres estavam completamente maravilhadas e repletas de júbilo. Quando a oração de boas-vindas terminou, as viajantes se revigoraram com uma refeição e depois foram deitar-se para descansar da viagem. Anna não foi para a cama, mas rezou; à meia noite acordou as outras mulheres para orarem com ela. Elas a seguiram até seu local de oração atrás de uma cortina.

      Santa Anna abriu as portas de um pequeno armário na parede que continha uma caixa com objetos sagrados. Neste recipiente continha uma mecha de cabelo de Sara, alguns ossos de José (trazidos por Moisés do Egito) e algo que pertencia a Tobias; havia também um pequeno e brilhante cálice em forma de pera do qual Abraão tinha bebido no momento em que havia sido abençoado pelo anjo.

      Anna ajoelhou diante do pequeno armário com uma das mulheres de cada lado e a terceira atrás dela. Recitou um outro hino, mencionando a sarça ardente de Moisés. Em seguida o quarto se encheu de luz sobrenatural que se tornou mais intensa à medida que rodeava a santa mãe. As mulheres caíram no chão espantadas. A luz ao redor de Anna tomou a exata forma da sarça ardente de Moisés no Horeb; já não se dava mais para ver Anna. A chama toda fluía para dentro; subitamente Anna recebeu a reluzente criança Maria em seus braços, envolveu-a em sua manta, pressionou-a de encontro ao seu coração e deitou-a no banquinho defronte às sagradas relíquias, ainda em oração. Ouviu-se a criança chorar. A feliz mãe retirou alguns panos debaixo do grande véu que a envolvia para ali envolver a criança primeiro com uma faixa cinza e uma vermelha em seguida atando seus braços e peito; a cabeça ficava exposta.

     As mulheres se levantaram e receberam, com grande espanto, a criança recém-nascida em seus braços, derramando lágrimas de alegria, unindo-se num hino de louvor. Santa Anna levantou sua criança para o alto como que fazendo uma oferta. Naquele momento o quarto se encheu de luz e vários anjos cantando Glória e Aleluia. Também pronunciaram que a partir do vigésimo dia a criança deveria ser chamada de Maria.

      Anna foi para seu dormitório onde deitou-se em sua cama. As mulheres neste meio tempo desenrolaram a criança, banharam-na e enfaixaram-na novamente. Depois a deitaram ao lado de sua mãe. Havia uma pequena cesta de vime que podia ser presa ao lado da cama de modo que a criança pudesse sempre estar perto da mãe.

     As mulheres agora chamaram Joaquim, o pai. Ele veio até a cama e ajoelhou-se chorando; suas lágrimas caíam sobre a criança. Ele a levantou pelos braços e proferiu seu hino de louvor, como Zacarias no nascimento de João Batista. Joaquim falou neste hino sobre a sagrada semente, implantada por Deus por meio da aliança confirmada na circuncisão e que tinha agora atingido o ápice da florescência nesta criança e estava completa na carne. Também ouviu-se nesta canção de louvor proclamando que agora estava cumprida a palavra do profeta: “Um renovo de tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes” (Is 11, 1). Ele disse, também, em grande humildade e devoção que agora morreria feliz.”

E como celebraremos verdadeiramente o nascimento de Maria? Clique aqui e saiba!

EMMERICH, Anna Catharina. Santíssima Virgem Maria, 5ª Edição. Mir Editora, São Paulo, 2014.

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Por que Nossa Senhora subiu ao Céu?

   17 de Agosto de 2014

     Conta uma tradição que outrora a Solenidade da Assunção, celebrada no mês de agosto, era designada como a festividade de Nossa Senhora da Glória, pois o fato de Maria ter partido desta terra não significa somente algo físico, mas, indica sobretudo, a sua glorificação.

     Ora, glória como a da Mãe de Deus nunca houve e jamais haverá na História, porque a Providência Lhe concedeu um privilégio único: tendo participado de todas as dores da Paixão de Jesus – e de forma tão autêntica que é chamada de Corredentora –, ao contemplar o curso desta vida Nossa Senhora subiu ao Céu em corpo e alma, sendo assim exaltada aos olhos dos homens e dos anjos.

     Terá passado pela morte a Virgem Imaculada, jamais atingida pela culpa original? A Igreja ainda não se pronunciou de modo definitivo a este respeito. Certo é que em Maria Deus depositou a plenitude de graças e perfeições possíveis a uma criatura e, por isso, os teólogos a conceituam como “quase divina”. À sua alma correspondia um organismo humano perfeitíssimo, sem o menor desequilíbrio, pois, como diz Santo Antonino, “a nobreza do corpo aumenta e se intensifica em proporção com a maior nobreza de alma”. Em consequência, Nossa Senhora foi isenta de qualquer doença, e jamais esteve sujeita à natural degeneração da idade.

     Por que, então a Santíssima Virgem subiu ao Céu? Porque sua alma já estava de tal maneira inundada de graças, e o amor a Deus de tal forma havia penetrado em seu coração que já não lhe era possível permanecer nesta terra. São Francisco de Sales assim nos descreve: “Se seu Filho estava no Céu, seu coração já não estava n’Ela. Estava naquele corpo que amava tanto, ossos de seus ossos, carne de sua carne, e ao Céu voava aquela águia santa. Seu Coração, sua alma, sua vida, tudo estava no Céu: por que ficar aqui na terra? Finalmente, após tantos voos espirituais, tantos êxtases, aquele castelo santo de pureza e humildade rendeu-Se ao último assalto do amor, depois de haver resistido a tantos. O amor A venceu, e consigo levou sua beatíssima alma”.

     Ao chegar a Bem-aventurança e ser coroada como Rainha do Universo, iniciou-se para Maria a altíssima missão de governar o Céu e a Terra, conquistando e auxiliando a salvar almas, e fazendo com que seus filhos também participem se sua glória até o fim dos tempos.