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“Ide a José , e fazei tudo que ele vos disser”(Gen. 41, 55).

 

São José, protetor universal

   Deus concedeu aos demais Santos o serem protetores numa necessidade especial; mas a São José concedeu o ser protetor universal. Assim disse Santo Tomás, e Santa Teresa acrescenta que a experiência assim o demonstra. Socorrer em todas as necessidades quer dizer que São José socorre a todos que se lhe recomendam. Prova evidente disso acha-se na ordem da Igreja de que por todos seja rezado o Ofício do Patrocínio de São José, onde se diz: “Esperai nele, toda a congregação do povo; derramai diante dele os vossos corações”.

Depois de Maria, é a mais poderosa intercessão

   Quão poderoso é o patrocínio de São José avalie-se pelo fato de que, juntamente com Maria, gozou da familiaridade mais íntima de Jesus Cristo. Devemos por isso crer que, como a santidade de São José, exceção feita da de Maria, excede a de todos os demais Santos, assim a intercessão de São José, depois da de Maria, é mais poderosa para com Deus do que a intercessão de qualquer outro Santo.

   Acresce que a divina Mãe, como querendo recompensar o amor que São José Lhe teve e os serviços que Lhe prestou em vida, faz todo o empenho para que os rogos de seu santo Esposo sejam atendidos, pelo que, quem se assegura a proteção de São José, goza ao mesmo tempo a de Maria.

Ide a José

   Imaginemos que o Senhor, vendo-nos oprimidos pelas nossas misérias, nos diz o que Faraó disse ao povo do Egito, no tempo da grande falta de trigo: Ide a José, se quiserdes ser consolados. Consagremo-nos portanto hoje de uma maneira especial a São José; ponhamo-nos debaixo da sua proteção valiosíssima e recorramos a ele cada dia, ou antes muitas vezes cada dia, em cada necessidade. Roguemos-lhe também pelas necessidades da Santa Madre Igreja.

E lhes estava submisso

   O exemplo de Jesus Cristo, que nesta Terra quis honrar tão grandemente a São José, era bastante para inspirar a todos uma grande devoção a este preclaro Santo. Desde que o Padre Eterno designou São José para fazer as suas vezes junto de Jesus, Jesus sempre o considerou e o respeitou como pai, obedecendo-lhe pelo espaço de vinte e cinco ou trinta anos: E lhes estava submisso. O que quer dizer que em toda aquela série de anos a única ocupação do Redentor foi obedecer a Maria e a José.

Chefe da Sagrada Família

   A José competia em todo aquele tempo exercer o ofício de governar, como cabeça que era da pequena família; a Jesus, como súdito, o ofício de obedecer. Punha a mais atenciosa diligência em escutar e executar tudo o que Lhe era imposto. – “O meu Filho”, assim revelou o Senhor a Santa Brígida, “era tão obediente, que quando José dizia: Faze isto, ou faze aquilo, logo o executava.”


  Para compreendermos as grandes mercês que São José faz aos seus devotos, basta referir o que a este respeito diz Santa Teresa: “Não me lembro (é a Santa quem fala) de lhe ter pedido alguma coisa sem que me tenha obtido. Causaria assombro se eu enumerasse todas as graças que o Senhor me concedeu por intermédio deste Santo, e todos os perigos, tanto para o corpo como para a alma, dos quais me livrou. Quisera persuadir a todos (continua a Santa) a serem devotos deste Santo, pela experiência adquirida dos grandes favores que ele obtém de Deus. Não conheço pessoa que, honrando-o de uma maneira particular, não se visse progredir muito na virtude. Desde muitos anos lhe peço na sua festa uma graça especial e sempre a tenho conseguido. A quem não me quiser crer, peço pelo amor de Deus que faça a experiência.”

 

Obra Consultada

Pe. Thiago Maria Cristini, C. SS. R., “Meditações para todos os dias do ano tiradas das obras de Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo e Doutor da Igreja”, Herder e Cia., tomo II, Friburgo em Brisgau, Alemanha, 1921.

 

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Curso de Férias: A Importância da Virtude da Obediência

17 de janeiro de 2013

Peça teatral sobre a Criação dos Anjos - Curso de Férias dos Arautos do Evangelho

O quarto dia do Curso de Férias foi dedicado à virtude da obediência. Uma belíssima peça teatral mostrou o início da história da criação: a prova dos anjos. Já nos primórdios da História criou-se uma divisão entre aqueles que colocam sua vontade em consonância com a vontade de Deus, como São Miguel Arcanjo, e aqueles que se revoltam contra Deus, seguidores de Lúcifer.

“O obediente se tornará santo; pelo contrário, aquele que é desobediente, encontrará o caminho da perdição”.[1]

Em várias encenações teatrais foi mostrado como essa virtude é necessária em todos os momentos de nossa vida. E como o homem, com pequenos atos de obediência ou de desobediência pode estar caminhando a caminho do Céu ou do Inferno.

 


 

[1]  SÃO JOÃO BOSCO, O Cristão bem formado, São Paulo: Formatto, 2006, p. 17