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Quaresma… tempo de Misericórdia e Perdão

Em uma das obras de Santo Ambrósio (o nome não me recordo agora) há uma bela descrição do livro do Gênesis. Os dias da criação da explicados e comentados com profunda beleza. Deus dividiu a criação em seis dias, e após criar o homem no sexto dia, Ele “descansou”. Santo Ambrósio mostra então que o autor sagrado não diz que Deus tenha descansado após o primeiro, segundo, quinto, etc… mas apenas após o sexto dia. O Santo então diz que Deus “descansa perdoando”, e que descansou apenas depois que fez uma criatura a qual pudesse perdoar, ou seja, o homem!

Sagrado Coração de Jesus

A Quaresma é um Tempo Litúrgico que nos convida a nos aproximarmos do Sagrado Coração de Jesus, procurarmos seu perdão, suas consolações. Um santo certa vez disse que a cometermos um pecado não devemos fugir de Nosso Senhor, mas fugir para Nosso Senhor, refugiar-se no Sagrado Coração.

Na mensagem de amor confiada a Sóror Josefa Menendez, Nosso Senhor acentua estas palavras: “Não quero que os homens ignorem o quanto desejo salvá-los. Não tenham receio os mais miseráveis, não fujam os mais culpados. Venham a mim, que a todos espero de braços abertos, como Pai, para lhes dar a minha vida, a minha paz, a verdadeira felicidade”.

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Espanha confessionário

“Numa igreja de Espanha venera-se um milagroso crucifixo, que tem um braço caído, pendente ao longo do corpo. Qual a sua história?

“Aos pés do confessor ajoelhara-se certa vez, um pecador que vem confessar um mesmo pecado. O confessor não ousava absolvê-lo, mas enternecido à vista das suas insistência deu-lhe finalmente a absolvição.

“Passados alguns dias reaparece o penitente. Por fraqueza reincidira na mesma falta. A muito custo foi de novo absolvido.

“Após breve lapso de tempo, a seus pés retorna o recidivo (que aparece de novo). Basta! Diz o confessor, para o teu caso não há mais perdão!

“Nesse mesmo instante ouve-se um baque surdo. Jesus crucificado descrava o braço direito, cruza sobre o reincidente o sinal de absolvição, dizendo: Eu te perdôo, porque muito me custaste! (Maria, primeiro Evangelho do Espírito Santo, Pe. Santo Armelin, dições Paulinas – 1956)

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