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Curso de Férias – 2013

20 de Julho de 2013

             Sem o alimento não é possível a vida. Caso ele venha a faltar-nos, logo nos acometem debilidades e doenças, quando não a morte. Também é assim a nossa alma, cujo “alimento” é a oração. Assim se inicia o Curso de Férias dos Arautos do Evangelho, cujo tema foi a oração, grande meio de salvação.

             Foram cinco dias de profundo recolhimento, dinamismo e alegria, indicando aos jovens o caminho da santidade. Cinco dias apontando para o meio mais rápido de eficaz para se alcançar o Céu: a oração.

            Nesse Curso de Férias os jovens aprenderam a profundidade e a necessidade de se recitar o Pai Nosso. Desde os primórdios da Igreja até hoje, nas palavras prévias à sua recitação durante a Santa Missa, transparece esse caráter de proclamação de uma verdade que fora impugnada pelo mundo: “obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer…”.

           Aprenderam também  que uma oração que muito agrada aos céus é a Ave Maria. Partindo da nossa fé nas Sagradas Escrituras, nós, verdadeiramente, podemos considerar como a mais antiga oração a Nossa Senhora, aquela que foi recitada, por primeira vez, pela voz de um anjo: “Ave cheia de graça, o Senhor é convosco”(Lc 1,28); e logo depois dessa, temos o cântico de Santa Isabel: “Bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do Vosso ventre” (Lc 1,42).

           Assim, vemos que Nosso Senhor Jesus Cristo teve como um dos seus principais objetivos ensinar-nos a rezar. Portanto, jamais nos esqueçamos de seguir esses passos. Eis alguns: “Até agora, não pedistes nada em meu nome. Pedi e recebereis, para a vossa alegria ser completa” (Jo 16,24). “Alegrai-vos sempre, orai sem cessar, em todas as circunstâncias, dando graças” (1Ts 5, 17-18); “Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossa preocupações, mediante a oração” (Fl 4, 6-7).

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“Ave Maria”, a salvação de um bandido

        Na recitação quotidiana de uma “Ave Maria”, a salvação de um bandido.

CASTELO (30)-1

      Um salteador tinha construído uma fortaleza à margem de um caminho, e despojava sem piedade todos que por ali passavam; mas recitava todos os dias a Saudação Angélica, sem que nenhum impedimento o fizesse faltar.

       Um dia vinha passando um santo monge, que os companheiros do bandido se viram no dever de despojar: mas o homem de Deus lhes pediu para ser conduzido junto a seu chefe, dizendo que tinha um segredo a lhe comunicar. 008mongeLevado à presença do salteador, pediu a este que reunisse todos os habitantes da fortaleza, a fim de lhes pregar a palavra de Deus. Mas, quando foram reunidos, o religioso disse: “Não estão todos aqui, falta alguém!” E como se lhe dizia que ninguém faltava: “Procurai bem — repetia ele — vereis que falta alguém!” 

Então um dos bandidos disse: “De fato, um dos criados não está aqui!”

E o monge acrescentou: “É precisamente ele que espero”.

      Mandaram procurá‑lo, mas, à vista do homem de Deus, ele rolou com olhos aterrorizados, debatia‑se como um louco, e recusava aproximar‑se.

       E o homem de Deus lhe disse: “Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo conjuro‑te a dizer quem és e por que vieste aqui!”

       Respondeu o criado: “Já que sou forçado a falar, sabei que não sou um homem, mas um demônio, que, sob forma humana, mora há quatorze anos junto deste bandido. Nosso chefe enviou‑me junto dele para espreitar o dia em que ele negligenciasse de recitar a Saudação Angélica; porque, neste dia, ele nos pertenceria, e tinha ordem de estrangulá‑lo no campo. Porém, esta única oração quotidiana impedia‑o de cair em nosso poder. Debalde o espreitei: nem uma só vez ele faltou em recitá‑la”. Ao que o bandido, estupefato, caiu aos pés do homem de Deus, pediu seu perdão, e converteu‑se desde então a uma vida melhor.