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Caça ao tesouro…

20 de abril de 2014

A Pascoa chegou para todos, inclusive para os pequeninos. Depois de um dia cheio de alegria, onde puderam aprender mais sobre o verdadeiro significado da Páscoa – adaptado a linguagem própria a eles – ,  as crianças do Apostolado Infantil puderam participar de um divertido caça ao tesouro; logo em seguida puderam saborear os diversos chocolates que ganharam como prêmio.

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Tríduo Pascal

17 a 19 de abril de 2014

Abundantes graças foram derramadas do céu nesta Páscoa; sobretudo nas cerimônias do Tríduo Pascal que vivenciamos.

Para os nossos leitores ficarem em dia  do que aconteceu, venho aqui lhes mostrar como transcorreram as cerimônias na casa dos Arautos do Evangelho em Recife.

Em meio às tristezas da Paixão, a alegria da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio fez brilhar a noite de Quinta-Feira Santa e no final desta tivemos  a transladação solene do Santíssimo Sacramento ao “Monumento”. Concluída a Missa, toda a Igreja, revestindo-se novamente de luto e dor, procede a cerimônia da desnudação dos altares.

Entrada da Santa Cruz

Sexta-Feira Santa: um dia para chorar particularmente nossas culpas. Depois de ouvirmos o cântico da Paixão de Nosso Senhor, segundo São João,  tivemos a oração universal, quando se reza pelas necessidades da Igreja e do Povo de Deus. Um dos momentos mais marcantes foi a entrada e a adoração da Santa Cruz. Por fim, há a comunhão com as partículas consagradas no dia anterior que ficaram guardadas no monumento.

A atmosfera festiva enriqueceu ainda mais este Sábado Santo em que pudemos assistir a três batismos e dez primeiras comunhões. Depois da benção do fogo novo e a procissão do Círio Pascal todos puderam participar ativamente de toda liturgia e cerimônias daquela noite que é considerada a mãe de todas as Vigílias.

 

 

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Domingo de Ramos

   Na Antiguidade, os grandes heróis militares e os atletas vencedores eram saudados com ramos de palma, para honrá-los pelo triunfo alcançado. Portanto, Jesus quis que sua Paixão, cujo ápice se deu no Calvário, fosse marcada pelo triunfo já na abertura, antecipando a glória da Ressurreição que viria depois.

  À vista deste contraste podemos ficar surpresos: como a Igreja combina ambos os aspectos nesta circunstância?

   Este primeiro aspecto da celebração de hoje nos ensina o quanto é uma falha conceber a Redenção operada por Nosso Senhor centrando-se só na dor. Também, e talvez principalmente, ela comporta o gáudio da Ressurreição, pois, se os padecimentos de Jesus se estenderam da noite de Quinta-Feira até a hora nona de Sexta-Feira, e sua Alma tenha se separado do Corpo por cerca de trinta e nove horas ― como se pode deduzir das narrações evangélicas ―, o período de glória prolongou- -se por quarenta dias, aqui na Terra, e permanece por toda a eternidade no Céu.

   Foi esta a noção que faltou aos Apóstolos ao verem o Divino Mestre entristecer-Se, suar Sangue e deixar-Se prender por vis soldados; em consequência, O abandonaram. Nossa Senhora, pelo contrário, embora cheia de dor e com o coração transpassado por uma espada (cf. Lc 2, 35), não desfaleceu, porque guardava no fundo da alma a certeza de que seu Filho ressuscitaria.

Uma clave para considerar a Paixão do Senhor

   Contemplemos a Liturgia de hoje com esta perspectiva, revivendo aqueles momentos de gozo em que Jesus entra na Cidade Santa, com vistas a passarmos depois pelas angústias da Paixão e pelas alegrias da Ressurreição. Que as graças derramadas sobre todos os participantes dessa primeira procissão, na qual estava presente o Redentor, desçam sobre nós e cumulem nossas almas, fazendo-nos compreender bem o papel do sofrimento em nossa vida de católicos apostólicos romanos, enquanto meio indispensável para chegar à glória final e definitiva. Dor e triunfo encontram-se aqui magnificamente entrelaçados. Per crucem ad lucem! ― É pela cruz que alcançamos a luz!

A bondade divina manifestada na Paixão

   Para salvar a humanidade, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade quis Se encarnar, tornando-Se igual a nós em tudo, exceto no pecado.

   Aquele que, com um simples ato de vontade, poderia ter impedido a ação dos que promoveram sua morte, aceitou todos os ultrajes descritos por São Mateus no Evangelho da Missa.

   Experimentamos aqui a misericórdia de Deus, infinitamente solícito em nos perdoar. Se um só de nós houvesse incorrido em alguma falta e todos os demais homens fossem inocentes, teria Ele padecido igual martírio para resgatar esse único réu! Como aponta o padre Garrigou-Lagrange, no mistério da Redenção “as exigências da justiça terminam por se identificar com as do amor, e é a misericórdia que triunfa, porque é a mais imediata e profunda expressão do amor de Deus pelos pecadores”.

A maldade humana vinga-se do bem recebido

   Ante tanta benevolência, vemos o povo contente e reconhecendo autêntica e sinceramente estar ali, de fato, o Messias. Contudo, não de forma profunda, mas superficial e carente de raízes… Se hoje Jesus foi recebido com honras ― “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos Céus!” ―, dentro de alguns dias essa mesma multidão estará na praça, diante do Pretório, preferindo Barrabás Àquele que antes acolhera com regozijo, e gritando “Seja crucificado!”, como lemos no texto da Paixão.

   Por quê? Pelo ódio dos que não querem aceitar o convite para uma mudança de vida.

Não devemos colocar nossa esperança no mundo

   A Paixão do Senhor nos mostra, de maneira eloquente, o quanto é preciso pôr nosso empenho em servi-Lo, pouco nos importando se nos atacam ou nos elogiam, se nos recebem ou nos repudiam, mas, isto sim, se Lhe agradamos com a nossa forma de proceder.

   Ao sermos batizados nos comprometemos ― seja por nós mesmos, seja na pessoa de nossos padrinhos ― a renunciar ao demônio, ao mundo e à carne, e ficamos marcados pelo sinal do combate. Não firmamos, em nenhum momento, o propósito de nos apoiarmos no aplauso dos outros. Assim sendo, ao celebrar o Domingo de Ramos devemos nos lembrar dessas promessas de luta, que exigem da nossa parte a determinação de enfrentar todas as batalhas que tais inimigos, por nós rejeitados no Batismo, nos apresentarão. E isso significa, a exemplo de Jesus, aceitar e carregar a cruz depositada sobre nossos ombros pela Providência.

A Cruz: de sinal de ignomínia a símbolo de glória

   Sim, Ele é Rei, e está sentado em seu trono. Que trono é esse? A Cruz, sinal de ignomínia por constituir o pior castigo, o suplício mais horrível daqueles tempos No entanto. tão poderoso é este Rei que, posto nesse pedestal de humilhação, Ele o transforma em trono de glória! Hoje em dia, ostentar a Cruz ao peito é uma honra, e nos admiramos ao vê-la sobre as coroas dos reis, nas grandes condecorações ou no alto das catedrais e dos edifícios eclesiásticos: é a exaltação da Cruz!

   Ao levar nas mãos, hoje, a palma como símbolo de triunfo, devemos crer que no Juízo Final toda a maldade será julgada e, entrando na eternidade, a História ficará bem definida: ou o gozo da visão beatífica ou o fogo que arderá sem nunca se extinguir. Não há terceira possibilidade.

O valor da luta

   Contrariamente à quimera sugerida por certa mentalidade muito alastrada, não é possível abolir a cruz da face da Terra, pois, em geral, todo ser humano sofre. Apenas nas produções cinematográficas e demais fantasias do gênero ― coroadas sempre pelo happy end ― encontramos figuras irreais de pessoas imunes a qualquer incômodo físico ou moral, bem-sucedidas em todos os seus empreendimentos e sem dificuldades no convívio social, não havendo sequer os pequenos aborrecimentos e decepções do cotidiano.

   Por mais que se fundem hospitais, por mais que se abram creches ou se construam abrigos para idosos, a dor é nossa companheira e só deixará de existir no Paraíso Celeste. É imprescindível ao homem, portanto, compreender o verdadeiro valor do sofrimento, pois uma impostação equivocada perante ele leva alguns a caírem no abatimento; outros, a revoltar-se contra a Providência; outros — quiçá a maioria — a querer se esquivar de carregar a própria cruz, tentativa que, além de ser inútil, a torna mais pesada, acrescentando-lhe o ônus da inconformidade com a vontade de Deus, que conhece e permite cada uma de nossas angústias.

   Se nossa existência transcorresse sem a presença de obstáculos, seríamos como um botão de rosa que nunca houvesse desabrochado ou um bebê que não crescesse nem se desenvolvesse, e jamais atingiríamos a plenitude espiritual de um concidadão dos Santos e habitante do Céu. O sofrimento constitui-se, então, um meio infalível de preparação para contemplar a Deus face a face.

A glória comprada pelo sofrimento

   Reportando-nos ao início da celebração do Domingo de Ramos, vemos que se a entrada triunfal em Jerusalém precedia as humilhações da Paixão, esta, por sua vez, prenunciava a verdadeira glorificação de Jesus, conforme suas próprias palavras aos discípulos de Emaús, depois da Ressurreição: “Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?”

O combate do católico é sua glória

   A lição da Liturgia neste início de Semana Santa deve ser guardada na lembrança até o nosso último suspiro: somos combatentes! Não fomos feitos para apoiar aqueles que põem sua esperança no mundo, mas para defender Nosso Senhor Jesus Cristo.

   Nesta Semana Santa, unamo-nos a Nosso Senhor Jesus Cristo e façamos companhia a Nossa Senhora nas dores que ao longo dos próximos dias vão se descortinar diante de nossos olhos, com a certeza da glória que atrás delas espera para se manifestar.

Obra consultada: DIAS, João S. Clá, O Inédito sobre os Evangelhos Vol I, Libreria Editrice Vaticana, Città del Vaticano, 2013

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Casamentos na Sede dos Arautos

03 de Abril de 2014

Os Santos Padres dizem: “O matrimônio foi instituído por Deus Nosso Senhor, no paraíso terrestre e santificado com a real presença de Jesus Cristo nas Bodas de Caná da Galiléia”.

No último dia 03, quatro casais uniram-se santamente pelo vínculo indissolúvel do sacramento do Matrimônio. Pe Celio Casale, superior da casa dos Arautos em Recife, assistiu à celebração. Durante a homilia recordou um belo fato que mostra a importância que a Igreja dá a este sacramento:

Estes casais receberam um grande sacramento; fazemos votos de que este sacramento recebido seja verdadeiramente portador não só de bens deste mundo, mas mais ainda de graças espirituais. No século passado, viveu em França Frederico Ozanam, grande professor; ensinava na Sorbone, era eloquente, ótima pessoa! Era seu amigo Lacordaire, que dizia: “É tão excelente, é tão bom, far-se-á sacerdote e este chegará a ser grande Bispo!”. Não foi assim. Encontrou uma jovem cheia de qualidades e casaram-se. Lacordaire não ficou satisfeito e disse: “Pobre Ozanam! Também ele caiu na armadilha!”. Dois anos mais tarde, Lacordaire veio a Roma e foi recebido por Pio IX. O papa o chamou e disse: “Venha cá, Padre, venha. Sempre ouvi dizer que Jesus instituiu sete sacramentos; agora vem o Padre e troca-me as voltas: diz-me que instituiu seis sacramentos… e uma armadilha! Não, Padre, o matrimônio não é armadilha, é um grande sacramento!”. Porque assim é, apresentemos de novo os nossos melhores votos a estes caros esposos: o Senhor os abençoe! (João Paulo I Audiência Geral, 13 de Setembro de 1978). 

 

 

 

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