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Dom Magnus toma posse da Diocese de Salgueiro-PE

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12 de outubro de 2010

 

       D. Magnus Henrique Lopes, OFMCap tomou posse, no dia 12 de outubro, como primeiro bispo da nova diocese de Salgueiro, no sertão do Estado de Pernambuco.

       A diocese de Salgueiro, criada pelo Papa Bento XVI em 16 de junho deste ano, foi desmembrada das Dioceses de Petrolina e Floresta e conta com uma população de aproximadamente 440 mil habitantes, dos quais 352 mil são católicos.

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       A cerimônia de posse canônica foi presidida pelo Núncio Apostólico no Brasil, D. Lorenzo Baldisseri. Estavam presentes ao ato D. Antônio Fernando Saburido, OSB, Arcebispo de Olinda e Recife, os bispos de Petrolina e Floresta e numerosos bispos e sacerdotes da região.

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       Convidados para o ato, os Arautos do Evangelho uniram-se ao júbilo de todos os fiéis, desejando ao novo bispo as maiores graças e bênçãos de Deus.

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Ordenação Presbiteral em Floresta – PE

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13 de outubro de 2010

 

       A diocese de Floresta, no sertão de Pernambuco, alegrou-se com a ordenação de mais um sacerdote.

        Trata-se do Pe. João Deoclécio da Silva, natural da comunidade de Barra de Juá, no município de Floresta – PE.

        A cerimônia realizou-se na Catedral Diocesana Bom Jesus dos Aflitos, sendo o Sacramento da Ordem conferido por D. Adriano Ciocca Vasino, bispo diocesano.

       Convidados pelo neo-sacerdote, os Arautos do Evangelho estiveram presentes à cerimônia, e entoaram a Ladainha de Todos os Santos.

       O novo sacerdote iniciará seu ministério na cidade de Belém de São Francisco – PE, auxiliando na paróquia de Nossa Senhora do Patrocínio.

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O que é o Ócio?

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Vamos ver o que São João Bosco em sua insigne sabedoria nos diz sobre esta pequena palavra, que contém grandes malefícios, o ócio, falta de ocupação. Acompanhemos!

São João Bosco:

O laço principal que o demônio coloca para a juventude é o ócio, origem funesta de todos os vícios. Convencei-vos de que o homem nasceu para o trabalho, e quando procura fugir dele, está fora de seu centro, e corre grande risco de ofender a Deus.

        O ócio é, segundo o Espírito Santo, o pai de todos os vícios, e o trabalho os combate e vence a todos. O maior tormento dos condenados no inferno é o pensar que perderam o Céu por ter passado na ociosidade a maior parte do tempo que Deus lhes havia dado para salvar-se. Pelo contrário, não há maior consolo para os bem-aventurados no Paraíso, que o lembrar-se de que um pouco de tempo empregado em servir a Deus lhes valeu a eterna felicidade.

        Não pretendo com isso que vos ocupeis desde a manhã até a noite sem descanso algum; pelo contrário, eu vos concedo com gosto as diversões próprias à vossa idade, nas quais não ofendais a Deus. Sem embargo, não cessarei de recomendar-vos com preferência aquelas coisas que, servindo-vos de recreação, possam ser-vos de alguma utilidade, como por exemplo: O estudo da história, da geografia, das artes mecânicas e liberais, os trabalhos manuais, etc, com os quais podeis recrear-vos, adquirir conhecimentos úteis e contentar a vossos superiores.

         Ademais podeis também divertir-vos com jogos e entretenimentos lícitos, úteis para recrear o espírito e o corpo; mas não tomeis parte neles, sem haver antes pedido a devida licença. Preferi os que requerem agilidade e destreza corporal, por ser os mais convenientes para a saúde. Evitai os enganos, os subterfúgios, as pequenas fraudes, os jogos de mãos e as palavras que ocasionem discórdias e ofendam a vossos companheiros. Tanto no jogo como na conversação ou no cumprimento de qualquer dever, levantai de vez em quando vossos corações a Deus, e oferecei tudo a Sua maior honra e glória. Omnia in gloriam Dei facit, diz São Paulo.

         Interrogado uma vez São Luís, enquanto jogava alegremente com seus amigos, sobre o que faria se lhe aparecesse um Anjo para adverti-lo de que, passado um quarto de hora, deveria comparecer ante o tribunal de Deus, o santo respondeu, sem vacilar, que continuaria jogando, pois cria com aquela ação agradar ao Senhor.

         O que vos recomendo com maior insistência, em vossos recreios e passatempos, é o fugir, como da peste, dos maus companheiros.

Fonte: A juventude instruída de São João Bosco

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Maravilhas da Liturgia – Extra oficial

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“É da liturgia que nós obtemos a graça que nos salva”, afirma monsenhor Guido Marini

Publicado: 06/10/2010
Autor: Gaudium Press

          Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 06-10-2010, Gaudium Press) Para o mestre das Cerimônias Pontifícias do Santo Padre, a liturgia está intrinsicamente ligada à espiritualidade – e isso se reflete nas postulações e considerações do Papa Bento XVI sobre o tema. Nesta entrevista exclusiva a Gaudium Press, em Roma, mons. Guido Marini fala sobre reforma, justificação e fidelidade litúrgica.

Gaudium Press – Como a Igreja católica entende a liturgia depois do Concílio Vaticano II? Qual é o sentido, o coração da liturgia? O Santo Padre durante sua recente viagem à Inglaterra, na Catedral de Westminster falou sobre a dimensão do sacrifício.

         Creio que haja dois aspectos da celebração eucarística onde um deve estar junto ao outro. Porque como se diz também nos documentos do magistério, a Missa é a renovação do sacrifício do Senhor e, ao mesmo tempo, é também o momento, o lugar no qual este sacrifício se comunica a nós através do sinal da convicção. Por isso, eu creio que haja dois elementos, ambos fundamentais para a compreensão da celebração eucarística. Creio também que a dimensão sacrifical é uma dimensão de fundação.

         Porque se não houvesse o sacrifício redentor, não existiria nem mesmo a possibilidade de comunicar este sacrifício e assim entrar em comunhão com a salvação que nos foi dada pelo Senhor Jesus. Eu creio que isto seja a visão que a Igreja nos transmite através de seu ensinamento e que nos leva ao coração autêntico da liturgia.

GP – O Santo Padre se refere também brevemente à questão da justificação. Sempre falando sobre liturgia, como a Igreja Católica apresenta o tema da justificação em Cristo?

 

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Monsenhor Guido Marini auxiliando o Santo Padre em cerimônia

 

       No âmbito da liturgia, justamente porque repropõe, apresenta, atualiza o mistério da salvação, isto é, do Senhor que morreu e ressuscitou por nós, se apresenta também como o momento da justificação da humanidade e do homem. Porque nós sabemos que o homem é salvo justamente em virtude deste mistério de morte e ressurreição.

        É claro que depois cada um deve se apropriar pessoalmente, subjetivamente, dessa justificação que foi dada. E então me parece que sejam os dois aspectos de novo importantes, ambos fundamentais da participação na liturgia. De uma parte vem um dom, que é o dom da salvação e portanto o mistério que se renova. Por outro lado este dom deve ser porém acolhido na vida de cada um e deve tornar-se vida da vida. Então, há sempre esta relação entre dom e responsabilidade, justificação dada e justificação acolhida na própria vida pessoal.

GP – O então professor Ratzinger nos seus escritos fala na reforma da reforma da liturgia. Como o senhor vê esta exigência das reformas, das mudanças na liturgia? De fato, algumas mudanças já foram introduzidas pelo Santo Padre Bento XVI.

       Quando às vezes se fala e se usa este termo “reforma da reforma”, se arrisca a ser “mal entendido”. Porque nem todos o entendem da mesma maneira e nem todos o captam do mesmo modo. Eu creio que, além das frases feitas, aquilo que é importante é que a reforma que o Concílio Vaticano II iniciou seja efetivamente realizada em modo completo segundo os ensinamentos do Concílio, que colocam a liturgia em uma continuidade com toda a sua tradição no mesmo tempo com o critério de desenvolvimento orgânico. Como deve ser sempre na vida da Igreja.

          A atuação prática da reforma depois do Vaticano II não está sempre feliz. Exatamente por isto que talvez seja necessário fazer alguma correção, alguma mudança, alguma melhoria justamente para atuar em modo completo as indicações do Concílio e fazê-las de forma que pareça cada vez mais claro com o desenvolvimento da liturgia da Igreja e se coloque em orgânica continuidade com a que a precedeu.

GP – Uma das indicações do Concílio Vaticano II não realizada na prática foi o desejo de um movimento litúrgico dentro da Igreja, principalmente na Alemanha e na França. Agora como se vê esta exigência na pastoral litúrgica?

         O próprio Papa ainda cardeal havia desejado um renovado movimento litúrgico que pudesse criar as condições, as bases para o desenvolvimento interior, aprofundamento da vida litúrgica da Igreja. Assim como foi antes do Concílio Vaticano II. Aqui também há diversos modos de ver, de estender as relações entre o movimento litúrgico antes do Concílio com este movimento litúrgico que continua ainda agora que se gostaria que fosse ainda mais significativo, talvez renovado.

         Eu creio que a vida litúrgica da Igreja conhece um florescimento sempre que há um terreno que seja capaz de fazer florescer. Então creio que seja importante o amor à liturgia e também o viver a liturgia com fidelidade a indicações da Igreja, a fim de se tornar de algum modo aquele grande movimento litúrgico que depois pode trazer frutos para a vida litúrgica da Igreja.

GP – O Santo Padre durante sua audiência geral de 29 de setembro disse que “A Liturgia é uma grande escola da espiritualidade”. O que queria dizer o Santo Padre?

         Creio que ele queria dizer que a espiritualidade cristã nasce da liturgia e cresce com a liturgia. Acredito que não seja imaginável a espiritualidade fora do contexto litúrgico. Justamente porque é da liturgia que nós obtemos a graça que nos salva e é na liturgia que nós crescemos dentro desta graça que nos salva. Nós encontramos o Senhor vivo, presente na Igreja operante na sua Igreja em modo mais alto justamente na liturgia. Então, se isto faltasse, então de verdade faltaria a fonte, a força para qualquer espiritualidade.

        Uma verdadeira vida espiritual, um crescimento da vida espiritual, um caminho intimamente espiritual só é possível em relação com a liturgia.

Anna Artymiak