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Viagem a Natal (RN) reúne jovens pernambucanos e cearenses

28 a 30 de abril de 2018

Durante os dias de feriado, jovens pernambucanos e cearenses reuniram-se para uma atividade conjunta na cidade de Natal – RN.

A imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria foi levada à Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, sendo calorosamente recebida pelo pároco, Pe. Antônio Nunes de Araújo, e pelos numerosos fiéis presentes.

Durante os três dias os jovens participaram de várias atividades, como a visita da imagem de Nossa Senhora a comunidades e a peregrinação ao Memorial dos Mártires em Uruaçu. Também realizaram um passeio de buggy pelas famosas dunas da região.

Acompanhe as fotos.

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Comemorações Natalinas na sede dos Arautos em Recife

24 e 25 de dezembro de 2017


Durante o período natalino, a comunidade dos Arautos do Evangelho em Recife contou com a assistência espiritual do Pe. Carlos Magno Carvalho Defanti, EP. O sacerdote celebrou as Missas da noite e do dia de Natal, as quais contaram com grande participação dos fiéis.

No dia 25, após a Santa Missa, foi realizado um jantar natalino com os familiares dos membros dos Arautos do Evangelho, cooperadores e famílias dos jovens participantes do “Projeto Futuro e Vida”.

Veja as fotos a seguir.

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As três vindas de Jesus

29 de Dezembro de 2014

    No dia 25 de Dezembro comemoramos uma das principais festas da liturgia, a vinda do

Primeira vinda de Jesus

Redentor ao mundo. Sabemos que Ele veio realmente e foi reclinada numa manjedoura, tendo como companhia sua Mãe, Maria Santíssima ao lado de seu castíssimo esposo, São José. Temos bem presente que Ele ainda há de vir a julgar os vivos e os mortes nos últimos tempos. Além destas duas vindas, existe uma terceira; intermediária entre elas. Eis como nos explica o grande santo mariano, São Bernardo de Claraval:

    “Conhecemos uma tríplice vinda do Senhor. Entre a primeira e a última há uma vinda intermediária. Aquelas são visíveis, mas esta, não. Na primeira vinda o Senhor apareceu na terra e conviveu com os homens. Foi então, como ele próprio declara, que viram-no e não o quiseram receber. Na última, todo homem verá a salvação de Deus (Lc 3,6) e olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10). A vinda intermediária é oculta e nela somente os eleitos o vêem em si mesmo e recebem a salvação. Na primeira, o Senhor veio na fraqueza da carne; na intermediária, vem espiritualmente manifestando o poder de sua graça; na última, virá com todo o esplendor da sua glória.

    “Esta vinda intermediária é, portanto, como um caminho que conduz da primeira à última; na primeira, Cristo foi nossa Redenção; na última, aparecerá como nossa vida; na intermediária, é nosso repouso e consolação.

Última vinda de Jesus

    “Mas, para que ninguém pense que é pura invenção o que dissemos sobre esta vinda intermediária, ouvi o próprio Senhor: Se alguém me ama, guardará minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos a ele (cf. Jo 14,23). Lê-se também noutro lugar: Quem teme a Deus, faz o bem (Eclo 15,1). Mas vejo que se diz algo mais sobre o que ama a Deus, porque guardará suas palavras. Onde devem ser guardadas? Sem dúvida alguma no coração, como diz o profeta: Conservei no coração vossas palavras, a fim de que eu não peque contra vós (Sl 118,11).

    “Guarda, pois, a palavra de Deus, porque são felizes os que a guardam; guarda-a de tal modo que ela entre no mais íntimo de tua alma e penetre em todos os teus sentimentos e costumes. Alimenta-te deste bem e tua alma se deleitará na fartura. Não esqueças de comer o teu pão para que teu coração não desfaleça, mas que tua alma se sacie com este alimento saboroso.

    “Se assim guardares a palavra de Deus, certamente ela te guardará. Virá a ti o Filho em companhia do Pai, virá o grande Profeta que renovará Jerusalém e fará novas todas as coisas. Graças a essa vinda, como já refletimos a imagem do homem terrestre, assim também refletiremos a imagem do homem celeste (1Cor 15,49). Assim como o primeiro Adão contagiou toda humanidade e atingiu o homem todo, assim agora é preciso que Cristo seja o Senhor do homem todo, porque ele o criou, redimiu e o glorificará.”

    Nesta oitava de Natal – em que ainda sentimos misticamente as graças sensíveis desta primeira vinda –  imploremos a Deus, aos rogos de Nossa Senhora e São José, para que Jesus vindo uma segunda vez não encontre as portas do nosso coração fechadas.

Fonte: Dos Sermões de São Bernardo, abade In: Sermo 5, 1-3: Opera ominia, Edit. cisterc. 4 [1966], 188-190.

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Panetone – Conheça a história!

   22 de Dezembro de 2014

     Era noite de Natal, em Milão, governada pelo Duque Ludovico Sforza, famoso por ter uma das mais requintadas cortes da época. Sobretudo sua cozinha era muito renomada. Desde a tarde, suas chaminés exalavam perfumes maravilhosos, que estimulavam o apetite de toda a vizinhança. Desejando fazer uma ceia inesquecível, o cozinheiro-mor decidira preparar uma sobremesa especial: um fabuloso doce cuja receita os venezianos haviam trazido do longínquo Oriente.

    Afanava-se o mestre na elaboração de sua obra-prima e, ao mesmo tempo, orientava e fiscalizava os demais cozinheiros que se dedicavam a aprontar os inúmeros pratos do lauto banquete. Na grande cozinha, todos estavam tomados pela característica alegria do Natal italiano.

    Todos não… Isolado num canto, um jovem ajudante recém-chegado da Lombardia suspirava de saudades da casa paterna, recordando-se das festas natalinas realizadas nos lares camponeses de sua região, pouco favorecidos de recursos econômicos, mas ricos de vida familiar e amor ao maravilhoso.

    Levado por esses sentimentos nostálgicos, resolveu ele preparar um pão especial, como os que eram feitos por sua mãe na véspera de Natal. Não dispondo, porém, de todos os ingredientes necessários, teve de contentar-se com as sobras do material utilizado pelo cozinheiro-mor na elaboração da misteriosa sobremesa.

    Qual seria o resultado? Nem ele mesmo sabia…

    Uma vez iniciada a ceia de Natal, intensificou-se a atividade na cozinha, e o mestre cozinheiro esqueceu no forno o seu belo e misterioso doce… Enorme foi sua consternação ao constatar que ele havia queimado. Seu dourado sonho de um grande sucesso estava transformado na dura realidade de um vexatório fracasso, pois, como preparar em tão pouco tempo outra sobremesa especial? À vista desse desastre, não conseguiu conter algumas lágrimas.

    Tomado de compaixão, o jovem lombardo aproximou-se dele e lhe ofereceu os três grandes bolos que acabava de tirar do forno. Num piscar de olhos, o experiente cozinheiro notou a elegância de sua forma cilíndrica e percebeu que seu delicioso perfume deveria corresponder a um requintado sabor.

    Quem estava à mesa era o Duque Sforza com sua corte, ou seja, os mais exigentes comensais da Itália. Porém, não restava outra saída senão correr o risco. Tomou, pois, a decisão de servir como sobremesa aquela curiosa iguaria. Ele próprio se incumbiu de cortá-los caprichadamente em fatias e dispô- las de forma artística em bandejas de prata.

    Surpreenderam-se o Duque e seus convivas, ao verem aquele exótico bolo enfeitado por frutas cristalizadas e do qual se desprendia um convidativo perfume. Instintivamente, começaram a aplaudir, e num instante seu requintado sabor lhes havia conquistado o paladar. Sucesso completo!

    O Duque mandou vir à sua presença o autor daquela obra maravilhosa. Para surpresa de todos, não apareceu o afamado mestre, mas um tímido ajudante de cozinha.

    – Qual é teu nome? – Eu me chamo Toni…

    – Ora, então este é o Pane Toni! (o Pão do Toni).

    Deste modo, o Duque Ludovico Sforza batizou aquele curioso pão doce com o nome de Toni, seu criador. E determinou-lhe que preparasse outros iguais, em maior quantidade, no Natal do ano seguinte. Assim nasceu o panetone, por obra do acaso, aliás, como tantas maravilhas da arte culinária.

    Em pouco tempo, o “Pão do Toni” conquistou os lares italianos, e se espalhou pelo mundo inteiro, a ponto de ficar indissociavelmente ligado às festas natalinas.

Fonte: Revista Arautos do Evangelho, Dez/2002 e Dez/2004, n. 12 e n. 36