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Tríduo Pascal

17 a 19 de abril de 2014

Abundantes graças foram derramadas do céu nesta Páscoa; sobretudo nas cerimônias do Tríduo Pascal que vivenciamos.

Para os nossos leitores ficarem em dia  do que aconteceu, venho aqui lhes mostrar como transcorreram as cerimônias na casa dos Arautos do Evangelho em Recife.

Em meio às tristezas da Paixão, a alegria da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio fez brilhar a noite de Quinta-Feira Santa e no final desta tivemos  a transladação solene do Santíssimo Sacramento ao “Monumento”. Concluída a Missa, toda a Igreja, revestindo-se novamente de luto e dor, procede a cerimônia da desnudação dos altares.

Entrada da Santa Cruz

Sexta-Feira Santa: um dia para chorar particularmente nossas culpas. Depois de ouvirmos o cântico da Paixão de Nosso Senhor, segundo São João,  tivemos a oração universal, quando se reza pelas necessidades da Igreja e do Povo de Deus. Um dos momentos mais marcantes foi a entrada e a adoração da Santa Cruz. Por fim, há a comunhão com as partículas consagradas no dia anterior que ficaram guardadas no monumento.

A atmosfera festiva enriqueceu ainda mais este Sábado Santo em que pudemos assistir a três batismos e dez primeiras comunhões. Depois da benção do fogo novo e a procissão do Círio Pascal todos puderam participar ativamente de toda liturgia e cerimônias daquela noite que é considerada a mãe de todas as Vigílias.

 

 

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Quinta-Feira Santa

A Desnudação dos Altares

Este cerimonial ocorre na Quinta-Feira Santa após a solene Missa, onde há incenso, flores e paramentos brancos, pois trata-se do dia da instituição da Santíssima Eucaristia. Mas a alegria não é nota dominante neste dia, pois, mesmo devendo ser este um dia de júbilo, ele não o é. Foi nessa mesma noite que o Senhor foi entregue, há quase dois mil anos. Poucos instantes após o rito de comunhão, o Santíssimo Sacramento será trasladado para o “monumento”, um receptáculo semelhante ao sacrário, que representa a prisão do Senhor. O cortejo que acompanha Jesus Eucarístico, na volta, já manifesta a profunda dor do luto que se aproxima. Os paramentos passam a ser negros e até mesmo a iluminação torna-se mas tênue tornando o ambiente profundamente sério e recolhido.

É nesta hora que se dá o desnudamento do altar. Acompanhado pelo canto recitativo dos salmos penitenciais de Davi, o celebrante recolhe a toalha do altar em sinal de dor, porque no próximo dia já não haverá mais missa: o Senhor está preso, e em breve será morto. As flores, os adornos e tudo que possa manifestar alegria são retirados do presbitério. As velas são apagadas, enquanto o crucifixo, coberto, é reclinado sobre o altar. Depois, o séquito litúrgico põe-se a caminhar grave e solenemente rumo à sacristia. Assim dá-se início ao Tríduo Pascal.

Qual é o simbolismo desse ato litúrgico? Representar as duas vezes em que Nosso Senhor foi despojado de suas vestes: na flagelação e na crucifixão.

Na flagelação Ele foi  despojado de suas vestes para ficar somente com o tecido que o cobriria da cintura até os pés.  Por fim, após todos os tormentos já passados, era chegado o momento da crucifixão. O Homem-Deus novamente seria despojado de suas vestes, e aquela túnica, segundo a tradição confeccionada por sua Santíssima Mãe, foi posta à sorte entre seus algozes, cumprindo com mais uma das profecias sobre a paixão (Sl 21).

Explicado o simbolismo da cerimônia na Quinta-Feira Santa, cabe-nos ter em mente que Nosso Senhor Jesus Cristo padeceu todos esses sofrimentos por cada um de nós. Se assim o fizermos, não seremos daqueles que apedrejavam Nosso Senhor, mas sim, um consolo para Ele que, do alto da Cruz, viu as fidelidades e as infidelidades de todos os homens até ao fim do mundo, e por elas se alegrou ou entristeceu.

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Saiba mais sobre o horário das Cerimônias de Semana Santa na Sede dos Arautos do Evangelho em Recife; clique aqui!